quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um homem do lirismo e da justiça

Fernando Chiarelli trocou as salas de aulas pela Câmara dos Deputados e quer combater injustiças

Lívio di Araújo
livio@jornalalobrasilia.com.br

O deputado federal Fernando Chiarelli (PDT-SP) faz parte de um segmento social que nove entre 10 pessoas costumam criticar: a política. Contudo, faria repensar nove entre 10 que com ele tirassem um momento de prosa. Falante e extremamente culto, o professor Chiarelli é um homem polêmico e literário - se é que é possível entrelaçar tais adjetivos. Do passado, em sala de aula, traz o lirismo dos escritos nos livros e as frases que fazem refletir. Do presente, uma luta contra a imoralidade na política brasileira. O resultado dessa mistura? Uma história, escrita com letra forte em linhas retas, e um final que pode surpreender até mesmo os grandes pensadores.

Chiarelli conta que entrou na política após perceber a ausência de pessoas adequadas para conduzir o país. "Olhar a vida pública brasileira me fez refletir. Quando Leônidas estava escolhendo os 300 que iam defender Esparta, um homem chegou feliz em casa e sua esposa lhe perguntou: 'Então, você é um dos 300?' e ele respondeu: 'Não. Existem 300 melhores que eu'. Os 300 que estão lá não são os melhores, eu precisava contribuir", explicou.

E assim Fernando Chiarelli, o professor de História e literatura abandonou a sala de aula e adentrou à política, em 1994. Foi vereador, prefeito e deputado federal. "Machado de Assis, se existiu, é por que o Brasil é possível", enfatizou o parlamentar que não esquece, uma fala sequer, de citar os grandes escritores.

Segundo o deputado Chiarelli, a educação é sim o grande "xis" da questão do país. E é com o olhar crítico que aguça a reflexão - como todo bom professor a seus alunos. "O Brasil vai ser potência, é o que dizem. Acho engraçado, pois vai se o primeiro país a ser potência sem fazer justiça, sem educar seu povo, que sequer sabe lavar as mãos".

Mas para quem pensa que um professor que entra para a política só tem um discurso único - o da educação -, é porque não conhece Chiarelli. Crítico que sé ele, é pela justiça que o deputado comprou a maior briga. "O meu discurso sempre foi, acima de tudo, o da justiça, que é o que todo homem procura e quer. Sem a justiça o homem é uma besta. Quantas injustiças ocorriam na minha cidade? Quantas injustiças vemos no país?", interrogou.

Sem o lirismo nas palavras, o deputado Chiarelli também mostra-se bom de ataques e aponta: "Hoje, um juiz quando é pego em ato de corrupção, é afastado e ainda recebe seus proventos. Tenho um projeto de lei que acaba com isso. Juiz pego em ato de corrupção deve ser afastado, sem remuneração, e perder o direito à aposentadoria", pregou. A instituição, ponto alvo do parlamentar, é atacada com afinco. "Não podemos permitir essa gente tomando decisões caligolianas, sem terem de dar satisfação a nada e a ninguém, e sem nada que controle as suas venetas. O Tribunal de Justiça de São Paulo é o mais corrupto do Brasil: faz caixa 2 para pagar juízes, compra uma porção de bobagens a preços exorbitantes, entre eles guarda-chuvas a R$500, açúcar em loja de informática, e manda a polícia bater nos servidores que estão em greve, isso é uma desonra para o meu Estado", denunciou.

Fonte: Jornal Alô Brasil

Fernando Chiarelli 1256

www.fernandochiarelli.com.br

Acompanhe-me no Twitter: @Dep_Chiarelli

Caso deseje receber mais notícias, cadastre-se!

Nenhum comentário:

Postar um comentário