quinta-feira, 8 de julho de 2010

Agressão a funcionários públicos em tumulto

A greve dos funcionários públicos do judiciário vem acontecendo há algum tempo, e ontem os mesmos se reuniram em assembleia em busca de um acordo, podendo resultar em um reajuste salarial e um aumento de benefícios, para colocar um fim à manifestação. A reunião não obteve sucesso, o que gerou protesto por parte dos grevistas que fizeram um cordão humano ao redor do Fórum João Mendes, no centro da cidade de São Paulo. Após os manifestantes supostamente barrarem a entrada de um cidadão, a Polícia Militar reagiu imediatamente para tentar conter o alvoroço, e um conflito começou no momento em que um policial foi atingido por uma pedra na cabeça.

A Polícia Militar conteve o tumulto usando bombas de efeito moral, gás de pimenta e disparos com balas de borracha, o que resultou em 14 grevistas feridos, entre eles a presidente da Associação dos Oficiais de Justiça, Yvone Moreira, que foi atingida por duas balas, uma na cabeça e a outra no peito.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, disse no mês passado, antes mesmo de qualquer confronto entre os manifestantes e a polícia ocorrer, que os grevistas queriam ter um mártir, e estavam esperando pelo momento no qual os Policiais Militares reagiriam. É triste que tal reação tenha ocorrido, especialmente na semana em que São Paulo comemora o maior movimento cívico de sua história, a Revolução Constitucionalista de 1932. A greve é a luta dos funcionários públicos por melhores benefícios, mas a partir do momento em que um conflito é iniciado com o uso da violência, ambas as ações tornam-se vergonhosas. Eu jamais aceitarei qualquer agressão ao servidor público, especialmente em uma greve causada pela resistência de um presidente, que é completamente inapto e inepto para exercer o cargo, trazendo a todos uma tristeza imensa, pois o poder judiciário não merece qualquer confiança do cidadão brasileiro. Em um país descente ele perderia o cargo, mas aqui ele continua exercendo a sua tirania, sinais dos tristes tempos do Brasil.

Mais notícias a respeito do conflito no site O Globo e no eBand.


Fernando Chiarelli 1256

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